Algumas salas amplas do Correio do Povo são responsáveis por resguardar os últimos 130 anos da história do Rio Grande do Sul, do Brasil e do mundo. Se o objetivo do “clique” em uma máquina fotográfica (ou em celulares, atualmente) é gravar aquele determinado instante do tempo para a eternidade, o acervo de fotos e imagens do CP foi criado justamente para guardar estes fragmentos.
De acordo com o coordenador dos arquivos do Correio do Povo, o jornalista Paulo Roberto de Bittencourt, o acervo atual possui cerca de 5 milhões de imagens, entre digitais e analógicas. Isso porque, desde 1997, os negativos de filmes ou clichês de máquinas antigas deram lugar para arquivos digitais. Contudo, cerca de 80% do acervo é formado por arquivos analógicos, em torno de 4 milhões de imagens armazenadas em mais de 300 mil envelopes.
Cada um destes envelopes, catalogados e identificados por assunto, pode conter até 100 chapas de fragmentos da história recente do mundo feitas para a cobertura jornalística. “Atualmente, o acervo do CP se tornou um arquivo histórico. É o arquivo de jornais mais antigos do Sul do Brasil e um dos mais bem organizados do país.”
Mesmo atuando há 32 anos no acervo, Bittencourt afirma se encantar com a vasta quantidade de materiais inéditos. “Vira e mexe me deparo com uma situação inusitada que me impressiona, como a foto de pessoas lavando louça no Guaíba.”
Além de catalogar as fotografias analógicas, feitas em negativas de filmes de máquinas fotográficas, o acervo realizou recentemente a indexação de cerca de 50 arquivos em clichês, utilizados em um tipo de impressão anterior. Para visitas de pesquisadores externos, o agendamento pode ser feito através do e-mail atendimento@correiodopovo.com.br.